
Disseram que os quadrinhos estavam morrendo. Que ninguém mais comprava revistas. Que o mercado precisava de um milagre. Aí apareceu o Batman. Porque, aparentemente, nem uma crise editorial consegue sobreviver ao sujeito de Gotham.
Segundo reportagem do Bleeding Cool publicada em 16 de outubro, Absolute Batman #25 ultrapassou 775 mil pedidos feitos por lojas especializadas. É um número impressionante para uma única edição. Mas atenção: pedidos do varejo não significam 775 mil exemplares já vendidos diretamente aos leitores.

O segredo? Tiraram tudo do Batman!
Criado por Scott Snyder e Nick Dragotta, esse Bruce Wayne não tem a fortuna tradicional dos Wayne, a mansão luxuosa nem a estrutura de apoio do herói clássico. É um Batman reinventado, mais próximo das dificuldades de um cidadão comum, mas ainda reconhecível como o Cavaleiro das Trevas.
O resultado é um público interessado em descobrir até onde essa versão pode chegar. A edição #25, prevista para 28 de outubro, também promete um confronto importante com o Coringa.

O mercado precisava disso?
O sucesso das capas variantes e das edições para colecionadores ajuda a explicar o volume de encomendas. Não dá para atribuir todos os pedidos apenas à história. Ainda assim, a resposta das lojas mostra a força comercial dessa reinvenção.
E vale lembrar: a arte de Nick Dragotta é parte fundamental dessa identidade. Quadrinhos não são apenas roteiro.
Minha conclusão? Talvez o problema nunca tenha sido a falta de leitores. Talvez fosse a falta de histórias que despertassem a vontade de entrar numa loja de quadrinhos.
E, convenhamos, quando até um Batman sem dinheiro consegue movimentar esse mercado, algumas desculpas ficam difíceis de sustentar.
Fernando — SPN News.
Fontes: Bleeding Cool.




